A Paixão de Cristo
Elevo meus olhos ao monte, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do Senhor.
Oh Deus, quem seríamos nós sem o teu amor? O que seríamos nós sem a tua benevolência conosco? Abro o meu coração, pois neste mundo não há nada de bom que provenha dele: o mal, a violência, a dor e o pecado; uma obra caída, onde todos estão destituídos da tua graça. E mesmo assim, do primeiro pecado até o último que virá, o Senhor Deus não nos abandonará. Fiel e justo, oh Senhor dos Exércitos e da minha vida.
Porquanto, miseráveis pecadores que somos, não diferentes de nenhum outro, causadores dos maiores males desta terra: contra crianças, contra mulheres, entre família; atrocidades que cometemos pelo egoísmo, pela luxúria, pela soberba, pelo interesse próprio. O que é de nós nesta terra, querendo poder fazer qualquer coisa que julgamos correta?
O Pai viu a nossa queda. Ele nos viu. Ele sabia de cada ato caído que iríamos cometer: cada morte, cada abuso, atos que aos nossos olhos seriam dignos da nossa própria ira. E mesmo assim, Deus nos amou. Ele nos acolheu.
Mesmo assim, Ele veio como homem. Se rebaixou ao nosso nível, sabendo de tudo. Sabendo que seria negado, que seria humilhado, espancado, posto com pregos pelas palmas das mãos, nu, exposto para todos verem. E mesmo assim Ele diz: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem”.
Então Ele morre. O único que não merecia. O único que poderia não passar por isso.
Ele não foi surpreendido. Ele não foi enganado. Ele sabia desde o princípio.
E Ele diz: “Pai, por que me abandonaste?”, não como lamento, mas como oração. Pois naquele momento todo mal, todo abuso, toda ira, toda fúria, todo mal cometido, qualquer que seja, de um contra o outro, Ele colocou sobre si.
E isso não começa na cruz, mas no momento em que Ele sua gotas de sangue pelo peso do que levaria. Ele sentiu a podridão dos nossos atos. E mesmo assim Ele diz: “Que seja a tua vontade”.
Como posso, oh Senhor, pecador que sou, continuar amando o mundo? Como posso continuar a fazer aquilo que me afasta de ti? Como posso pensar apenas em mim, no que eu gostaria, nas minhas vontades, nos meus desejos?
Somos falhos, e merecíamos muito mais do que a morte. Aquela cruz era nossa. A ira de Deus deveria ser nossa, e não do Filho dele, que foi em nosso lugar.
Oh Senhor, obrigado, oh Deus, porque eu não merecia. Não merecia, e mesmo assim o Senhor abriu os braços para mim. Na minha angústia, o Senhor me consolou. Na minha ansiedade, o Senhor foi a minha paz.
Este mundo passa. Morreremos. Mas enquanto eu viver, farei o que puder. Entregarei a minha vida inteira ao Senhor, pois Ele, na eternidade, veio até aqui morrer para que eu um dia esteja com Ele na eternidade.
Santo é o Senhor. O Alfa e o Ômega. O primeiro e o último. O princípio e o fim. O amor, que amor!, que levou o meu fardo.
Entrego a minha vida a ti como forma de agradecimento eterno por me tirar da perdição. Se o Senhor diz “vá”, eu vou. Se o Senhor diz “fique”, eu fico. Se o Senhor diz “fale”, eu falo. E com amor, porque o Senhor me amou primeiro.
Glória ao Senhor nas alturas.
Ele disse: vão, deem testemunho. E é o que tento fazer: dar testemunho do que eu era e do que sou.
Cristo. Aleluias eternas ao Senhor. A morte foi vencida. Ele ressuscitou ao terceiro dia, e o templo que caiu se restaurou.
E o que Ele pede é: sede como eu, santos, porque eu sou santo.
Vão ao mundo, deem testemunho, e mesmo sendo falhos como somos o senhor é fiel e completa a boa obra através de nós. Mesmo sendo Deus, Ele sempre agiu através de sua igreja.
Louvado seja Deus por ser conosco. Aleluias ao Senhor.
Cristo é fiel e nunca desampara. Estará conosco até o último dos dias.
Porque Ele me alcançou, e poderá alcançar ainda muitos outros.
Esta é a boa obra. Ele não veio para os sãos, mas para os doentes. E um dia doente fui, mas curado sou.
Escravo de Cristo, assim me alegro. Pois tudo o que tenho é suficiente. E poderia tudo perder, mas somente a Cristo ter.
E ainda assim me alegrarei, porque muitas coisas passarei, mas terei ânimo, porque tu venceste o mundo.
Amém